Governo acatou recursos de prefeituras da Serra e do Norte do estado.

Santo Ângelo e Passo Fundo também vão para a bandeira vermelha.

Porto Alegre, Canoas, Capão da Canoa e Novo Hamburgo permanecem com medidas restritivas por mais duas semanas.

Mapa do RS na 8ª semana do distanciamento controlado Divulgação/Governo do RS O governo do Rio Grande do Sul anunciou, nesta segunda-feira (29), que acatou o pedido de revisão das regiões de Palmeira das Missões, Caxias do Sul e Erechim e, com isso, elas permanecem com a bandeira laranja no mapa do distanciamento controlado.

No entanto, outras seis regiões vão para a bandeira vermelha: Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Capão da Canoa, Santo Ângelo e Passo Fundo. "Tem um conjunto de 11 indicadores que apontam o nível de risco, mas estamos falando de algo muito grave, que também é fechar estabelecimentos, suspender serviços, mexer muito na vida das pessoas e, muitas vezes, provocar dificuldades enormes em emprego e renda", justifica o governador Eduardo Leite.

Entenda como funciona o distanciamento controlado De acordo com o governo, são 5,2 milhões de moradores nas seis regiões em bandeira vermelha, o que corresponde a 46% da população gaúcha. No entanto, 91 cidades em regiões de bandeira vermelha, sem novas mortes e hospitalizações nos últimos 14 dias, podem aplicar medidas menos restritivas, se desejarem e justificarem ao governo. "Todo modelo é montado com escolhas.

Isso foi amplamente debatido com os especialistas.

É muito importante que haja a possibilidade de avaliação a partir de outros critérios, com base naquilo que é trazido pelos municípios", alega Leany Lemos, coordenadora do comitê de crise do governo.

"Agora, é claro que é necessário uma série de cuidados, cada vez mais restrições, para ter um achatamento de curvas daqui algumas semanas.

A convivência vai ser longa e precisamos tomas os cuidados necessários", sublinha. As medidas são válidas a partir da meia-noite desta terça-feira (30) até as 23h59 da segunda-feira (6).

A Capital, além de Canoas, Novo Hamburgo e Capão da Canoa, devem permanecer com medidas mais restritivas por mais uma semana devido à reincidência. O governo também negou os recursos de prefeituras e associações de municípios que pediam a revisão das regiões de Santo Ângelo, Passo Fundo e Canoas.

Mesmo com a reconsideração, o avanço no contágio do coronavírus e o aumento nas hospitalizações fez com que o Comitê de Crise mantivesse a classificação mais grave. "O objetivo é evitar o esgotamento da estrutura hospitalar.

Porque, embora estejamos ampliando a estrutura, se o vírus se alastrar, não há estrutura ou equipe pra atender a todos", diz o governador. Initial plugin text